A Solana voltou ao radar do mercado cripto depois de superar novamente a marca dos US$ 100, um nível que o ativo não sustentava havia meses. A recuperação chama atenção porque acontece justamente na sequência de uma das piores fases do ano para o SOL, que chegou a acumular queda de quase 48% em 2026.
Como Foi a Volta da Solana aos US$ 100
Primeiramente, vale entender de onde partiu esse movimento. Em junho, a Solana era negociada abaixo de US$ 70, cerca de 77% distante da máxima histórica. A partir de agosto, o ativo iniciou uma recuperação constante, saindo da faixa de US$ 73 no início do mês para próximo de US$ 96 no fim de agosto, antes de romper os US$ 100 já em setembro.
O Papel dos ETFs à Vista de Solana
Consequentemente, os fundos negociados em bolsa lastreados em SOL se tornaram o principal motor dessa retomada. Os ETFs à vista de Solana somaram 11 dias consecutivos de captação líquida, um dos fluxos mais consistentes desde o lançamento desses produtos, com entradas acumuladas próximas de US$ 975 milhões.
De Onde Vem essa Recuperação
Ademais, o movimento não fica restrito ao mercado de ETFs. O open interest em contratos futuros de SOL subiu cerca de 10% no mesmo período, sinal de que o capital institucional também está se posicionando via derivativos, não apenas via produtos regulados à vista. Essa combinação de fluxo em ETF e crescimento de posições em aberto costuma preceder movimentos de maior amplitude.
O Que Sustenta o Interesse Institucional na Rede
Entretanto, o apelo da Solana vai além da especulação de curto prazo. A rede segue sendo referência em velocidade e custo de transação dentro do ecossistema cripto, atraindo protocolos de alto volume de atividade on-chain, como plataformas de negociação descentralizada. Empresas de peso, incluindo instituições financeiras tradicionais, têm explorado a infraestrutura da Solana para emissão de stablecoins e liquidação de ativos, reforçando o argumento de uso real por trás do token.
Números da Recuperação
| Data | Preço aproximado | Contexto |
|---|---|---|
| 8 de junho de 2026 | US$ 66 a US$ 70 | Queda de quase 48% no ano |
| 7 de agosto de 2026 | US$ 73 | Início da recuperação |
| 29 de agosto de 2026 | US$ 96 | Alta superior a 30% no mês |
| Início de setembro de 2026 | Acima de US$ 100 | 11 dias seguidos de entrada em ETFs |
| Cotação recente | Próxima de US$ 105 | Open interest em alta, mira nos US$ 120 |
Quais Riscos Ainda Cercam o SOL
No entanto, a recuperação não elimina os riscos históricos do ativo. A Solana já registrou quedas superiores a 60% em ciclos anteriores de correção do mercado cripto, sempre que o apetite por risco recuou de forma generalizada. Por outro lado, a rede também acumula histórico de instabilidades técnicas em momentos de pico de demanda, um fator que analistas de infraestrutura continuam monitorando de perto.
Como o Trader Deve Avaliar Essa Retomada
Assim como em qualquer altcoin, negociar SOL depois de uma alta de mais de 30% em poucas semanas exige cautela redobrada com o tamanho da posição. Vale destacar que acompanhar o fluxo diário dos ETFs e o nível de open interest ajuda a diferenciar uma continuação sustentada de um movimento de curto prazo baseado em euforia pontual.
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